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]]>Os custos de manter um aquecimento central
Vivemos uma época em que o aumento do custo da energia não é acompanhado pelo correspondente aumento salarial da maioria das pessoas.
Para além da crise económica, as políticas Europeias apostam num cada vez maior incentivo às energias renováveis. Esta aposta, correta por motivos óbvios, obriga a uma transição que numa primeira fase acarreta maiores despesas energéticas para sistemas de aquecimento ainda não adaptados.
Reflexo do exposto são os custos proibitivos de sistemas de aquecimento como os apoiados em caldeiras a gasóleo, em caldeiras a Butano ou Propano ou em sistemas de aquecedores elétricos. No caso deste último, o aquecimento surge da necessidade de aquecer uma ou outra divisão, em que pela facilidade de instalação e de custo de aquisição, o utilizador não questiona os consumos associados. Se este ponto fosse analisado, a conclusão imediata é que um investimento um pouco superior permitiria poupanças na ordem dos 70%, pagando o investimento em menos de dois Invernos.
Para facilitar a comparação do custo do aquecimento central, apresentamos o quadro comparativo abaixo.
Tabela 1. Custo mensal em meses de aquecimento, estimado para uma casa de 100 m2, para diferentes soluções de Aquecimento Central.
|
Equipamento de Aquecimento |
Custo Mensal do Aquecimento*[EUR] |
|
Radiadores com Caldeira a Gasóleo |
278,94 |
|
Radiadores com Caldeira a Gás Propano |
474,61 |
| Radiadores com Caldeira a Gás Butano |
414,51 |
| Radiadores com Caldeira a Gás Natural |
244,62 |
| Radiadores com Caldeira Condensação a Gás Natural |
194,32 |
| Radiadores com Caldeira a Pellets |
137,53 |
| Pavimento Radiante com Bomba de Calor |
80,48 |
| Ar Condicionado |
96,58 |
| Aquecedores Eléctricos |
407,79 |
* Custo estimado sempre para mesma casa com 100 m2 de área aquecida
Poupança com Ar Condicionado
Voltando ao exemplo do cidadão que para “desenrascar” compra um aquecedor elétrico para aquecer uma divisão, e comparando os preços de mercado atuais da instalação de um equipamento de Ar Condicionado para uma divisão de 20 m2, obtemos tempos de retorno do investimento inferiores a dois anos.
Tabela 2. Cálculo do tempo de retorno do investimento de instalação de um sistema de Ar Condcionado relativamente a uma solução de Aquecedores Elétricos.
| Equipamento de Aquecimento | Custo de aquecimento de 20 m2 | Custo por época de aquecimento [EUR] | Custo de instalação [EUR] |
Tempo de retorno [anos] |
| Aquecedores Elétricos |
81,56 |
489,34 |
120,00 |
|
| Ar Condicionado |
19,32 |
115,90 | 650,00 |
1,42 |
O mesmo tipo de raciocínio pode ser feito para outros tipos de equipamento. O Ar Condicionado só perde quando comparado com Pavimento Radiante com Bomba de Calor, sendo que neste caso o custo de instalação é substancialmente superior.
Como manter o conforto no aquecimento com Ar Condicionado
É comum ouvirmos que o aquecimento com o Ar Condicionado não é tão agradável como é o dos Radiadores. Esta ideia é resultado de uma utilização e controlo do equipamento errados. Uma vez que estes equipamentos aquecem muito rapidamente os espaços interiores, há uma tendência natural para apenas os ligarmos quando chegamos a casa. Este comportamento não é o mais adequado. O rápido aquecimento leva a uma diminuição da humidade relativa, dando a sensação de um ar mais “seco”. Por outro lado, o aquecimento do ar interior é rápido, mas as paredes mantêm-se frias. Resulta daqui uma sensação de desconforto, por perda de calor por radiação do corpo para as paredes.
Como devemos, então, controlar os aparelhos de Ar Condicionado para ter tanto conforto como no aquecimento central por Radiadores? É necessário programar os aparelhos para ligarem com uma boa antecedência relativamente à ocupação da casa. Desta forma garantimos que as paredes estão aquecidas e a sensação de calor virá também das paredes. Por outro lado, é também crítico não ceder à tendência de ajustar a temperatura pretendida para valores demasiado altos. Quando isto acontece secamos mais o ar, causando desconforto.
Instalar Ar Condicionado a preços controlados
Conforme referido anteriormente, o custo de instalação de sistemas de Ar Condicionado é relativamente baixo, quando comparado com as soluções economicamente mais viáveis.
Os preços dos equipamentos tem vindo a baixar ao longo dos últimos anos, para além das eficiências dos equipamentos disponíveis terem vindo a subir.
O custo é muito variável pois depende da quantidade de divisões da casa, da qualidade do isolamento, das áreas a aquecer, da facilidade de interligação de unidades interiores a exteriores, etc.
A Thermosite, empresa sediada na UPTEC, da Universidade do Porto, desenvolveu um software que orçamenta um sistema, com questões de fácil resposta, enviando de forma imediata e automática o orçamento para o email. O software está disponível em: http://www.thermosite.com/pt/climatizacao-central-17.html
Se pretender que um instalador Thermosite visite o local, este poderá realizar um orçamento para a instalação, sem qualquer compromisso. Basta solicitar um em: http://www.thermosite.com/pt/encontrar-profissional-19.html
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Quem pode instalar um equipamento de Ar Condicionado?

A instalação de Ar Condicionado requer uma série de cuidados e de procedimentos que quando não cumpridos podem danificar irreversivelmente as unidades instaladas, ou pelo menos diminuir de forma significativa a eficiência das unidades.
Para salvaguardar uma boa instalação é essencial garantir que o instalador escolhido é um técnico habilitado para o trabalho.
Fruto de cada vez mais legislação reguladora do sector, o nível de especialização dos intervenientes é cada vez mais elevado.

Um dos pontos críticos na instalação de sistemas de Ar Condicionado é que estes equipamentos são constituídos por duas unidades separadas. E estas unidades são interligadas por tubagens com fluidos frigorigéneos.
Para o manuseamento destes fluidos, quer instaladores, quer empresas do sector estão obrigados a ser certificados.
Esta obrigação entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2015, com o Regulamento (UE) n.º 517/2014, do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de Abril.
Mais informações destas certificações na página Thermosite, artigo técnico “Curso de Manuseamento de Fluidos Frigorigéneos”:
http://www.thermosite.com/index.php?id_page=4&id_cat=1&id_item=6
Por outro lado, o instalador de Ar Condicionado tem que ser capaz de:
Divisões a climatizar:
Neste ponto a responsabilidade partilha-se entre o instalador e o utilizador.
O instalador pode aconselhar onde é mais eficiente a instalação (quartos, salas, etc.) ou onde deve ser evitado (por exemplo cozinhas pelos vapores e gorduras muitas vezes pelo ar), mas o utilizador deve saber onde necessita dos aparelhos.
Seja pela necessidade de aquecer (onde habitualmente se utiliza aquecedores eléctricos portáteis com consumos muito mais elevados) ou onde precisa de arrefecer (pelo desconforto que tem nos meses de Verão).
Capacidade da unidade interior:

A capacidade da unidade interior é função das características da divisão.
Representa a potência de calor que a unidade interior consegue fornecer (ou retirar) ao ar ambiente.
Habitualmente falamos desta capacidade em unidades de potência – Watts, kiloWatts, BTU/h ou Kcal/h. Por exemplo, uma unidade de 7.000 BTU/h que corresponde a uma unidade de 2.000 W, ou de 2 kW ou de 1.764 kCal/h.
Os factores que contam para o dimensionamento são:
Depois de ponderados todos os factores, a unidade seleccionada tem que ser capaz de responder em momentos de pico. Ou seja, ser capaz de arrefecer e manter o conforto nas horas de maior insolação, ou de maior frequência e capaz de aquecer nos momentos em que no exterior está mais frio.
Localização das unidade exteriores e interiores:
Os cuidados a ter na selecção do local da instalação da unidade interior por parte do instalador de Ar Condicionado são:
Os cuidados que o instalador de Ar Condicionado tem que ter na escolha do local da unidade exterior são que:
Interligação das unidades interiores e exteriores:
As unidades tem que ser sempre interligadas. Fazem parte dessa interligação 2 tubos de fluido, habitualmente designados por tubo de gás e tubo de líquido. A designação é a do estado físico do fluido frigorigéneo, que circula entre as duas unidades.
Para além dos tubos referidos, tem que haver um cabo de comunicação (do tipo eléctrico).
Dependendo do tipo de unidade / forma de instalação, pode passar no mesmo conjunto o cabo de alimentação eléctrica das duas unidades e ainda o dreno dos condensados.
O trajecto de passagem deste conjunto é o mais curto possível, com menos curvas quanto possível, e no caso de o dreno estar associado, deve ter uma pendente que garanta o bom escoamento da água.
Os fabricantes indicam sempre um afastamento máximo entre as unidades interior e exterior, bem como um desnível máximo.
O instalador de Ar Condicionado deve respeitar estas distâncias. Não cumprir resulta numa menor eficiência, ou mesmo na inoperância do conjunto.

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Instalação de equipamentos de Ar Condicionado

Um dos pontos críticos na instalação de sistemas de Ar Condicionado é que estes equipamentos são constituídos por duas unidades separadas. E estas unidades são interligadas por tubagens com fluidos frigorigéneos.
Para o manuseamento destes fluidos, quer instaladores, quer empresas do sector estão obrigados a ser certificados.
Esta obrigação entra em vigor a 1 de Janeiro de 2015, com o Regulamento (UE) n.º 517/2014, do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de Abril.
O objectivo deste regulamento é proteger o ambiente, reduzindo as emissões dos gases fluorados, e para tal:
A legislação mais significativa neste ambito está disponível no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em:
Resumidamente, temos:
Legislação Nacional
Regulamento
Certificação de Empresas e Pessoal
Requisitos mínimos e condições para o reconhecimento da certificação de empresas e pessoal no que respeita aos equipamentos fixos de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor.
Requisitos mínimos e condições para o reconhecimento da certificação de empresas e pessoal no que respeita aos sistemas fixos de protecção contra incêndios e extintores.
Requisitos mínimos e condições para o reconhecimento da certificação do pessoal que procede à recuperação de determinados gases fluorados em comutadores de alta tensão.
Requisitos mínimos e condições para o reconhecimento da certificação do pessoal que procede à recuperação de determinados solventes à base de gases fluorados dos equipamentos que os contêm.
Requisitos mínimos para os programas de formação e as condições para o reconhecimento dos atestados de formação do pessoal no que respeita aos sistemas de ar condicionado instalados em determinados veículos a motor.
Deteção de Fugas
Disposições normalizadas para a deteção de fugas em sistemas fixos de protecção contra incêndios que contenham determinados gases fluorados com efeito de estufa.
Rotulagem
Formato dos rótulos e requisitos adicionais de rotulagem relativamente a produtos e equipamentos que contenham gases fluorados.
Relatório
Modelo do relatório a apresentar pelos produtores, importadores e exportadores de determinados gases fluorados com efeito de estufa.
Para apoio à certificação de técnicos, bem como das empresas, a APIRAC presta todo o apoio necessário.

Há diversos centros de formação a ministrar o curso de manuseamento de fluidos de preparação para a credenciação do técnico.
Deixamos aqui a indicação de alguns dos cursos disponíveis:
Este curso de manuseamento de fluidos é direccionado a técnicos de AVAC que desenvolvem actividades em sistemas que contém fluidos frigorigéneos fluorados. Há 4 categorias disponíveis de especialização. A categoria 1 é a que contempla todas as categorias previstas no Regulamento Europeu.

Os conteúdos abordados são:

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]]>O que é a Legionella?

A Legionella é uma bactéria perigosa que provoca uma doença com sintomas idênticos aos da pneumonia.
Esta bactéria desenvolve-se na água. Se inalarmos água contaminada poderemos desenvolver um quadro clínico do tipo referido.
É de salientar que o risco não é o de beber a água, mas apenas de a inalar.
Estamos expostos quando tomamos um chuveiro, quando passamos junto de um sistema de rega por aspersão, junto de sistemas de torres de arrefecimento abertas (são sistemas de arrefecimento industrial em que se pulveriza água em fluxos de ar de grande caudal), ou em sistemas de ar condicionado sem manutenção adequada.
No caso de sistemas solares, o risco é o do desenvolvimento de Legionella em acumuladores e posterior contaminação do utilizador quando toma chuveiro.
Para evitarmos este risco devemos primeiro conhecer o comportamento da bactéria.
O seu desenvolvimento é mais rápido quando encontra boas condições de temperatura. E as preferidas são as temperaturas do organismo humano, ou seja numa gama entre os 35-40ºC.
Quando a temperatura da água aumenta o desenvolvimento das colónias diminui. Acima de 50ºC já será difícil que a bactéria se desenvolva. Mas se a montante houver uma contaminação da água, as bactérias ainda se poderão manter. Neste caso a concentração poderá manter-se baixa, reduzindo o risco de contaminações.
Aumentando a temperatura até 70ºC a Legionella não resiste e é eliminada. No caso dos acumuladores é recomendado manter essa temperatura durante pelo menos duas horas. Desta forma garantimos que o risco de haver Legionella em acumuladores é quase nulo.
No caso dos sistemas solares o risco do foco de contaminação é na área do aquecimento da água pelo fluido solar. Estas áreas são sempre na entrada da água fria do acumulador, para aproveitar maiores diferenciais de temperatura com o fluido solar. Habitualmente esta área é na parte de baixo do acumulador. Aqui as temperaturas variam entre os 15ºC de entrada e os 35ºC de um pré-aquecimento.

É bom lembrar que estas são temperaturas típicas do Inverno.
O risco de Legionella em acumuladores nos sistemas solares no Verão é praticamente nulo.
Isto porque diariamente o acumulador é elevado na sua totalidade a temperaturas superiores a 60ºC.
Este tipo de comportamento é suficiente para garantir que o acumulador está esterilizado.
No Inverno será necessário garantir que é elevada a temperatura do acumulador, por acção do apoio, até 70ºC durante 2 horas para garantir a salubridade da água.

Na prática, o procedimento de esterilização tem que ser automático.
A preparação deste mecânismo é muito simples. Deve haver um relógio na instalação e o mesmo tem que estar ligado ao sistema de apoio (sistema com outra fonte de energia que não solar que garante a temperatura do sistema – por ex.: caldeira, resistência eléctrica, etc.).
Por norma são utilizados os próprios controladores solares. Quando são estes que accionam o apoio podemos definir uma periodicidade para elevar a temperatura numa base semanal.
Há alguns cuidados a ter:

Devem ser criados mecanismos que garantam que quando se eleva a temperatura do acumulador, também se eleva a temperatura da recirculação. Este procedimento deve ser programado para uma hora que não seja provável o consumo de AQS para evitar queimaduras.
O apoio nos sistemas solares apenas aquecem a metade superior dos acumuladores. Nestes casos deve ser garantida uma recirculação desde o topo do acumulador até à zona inferior de entrada de água fria. Este mecanismo é a única forma de no Inverno garantir que todo o acumulador aumenta a temperatura até aos 70ºC.
Os mecanismos de esterilização da Legionella em acumuladores são sempre muito importantes.
Mas os mesmos ganham carácter muito mais crítico em instalações que servem populações mais sensíveis a este tipo de infecções. São exemplos: os lares de terceira idade, as instalações hospitalares ou de saúde, bem como as escolas e infantários.
Outra tipologia sensível são os hotéis. Muitas vezes têm taxas de menor ocupação no Inverno, que é quando as temperaturas dos acumuladores são óptimas para o desenvolvimento da bactéria. Nessa altura, como os consumos são mais baixos, o tempo de retenção da água dentro do acumulador é maior (ou seja, a renovação de água é menor). Com maior tempo de retenção, as colónias têm mais tempo para se desenvolver, potenciando o risco.
Conforme exposto, os equipamentos de controlo são simples e baratos, não havendo motivo para não serem pensados desde o projecto da instalação.

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O que são dissipadores de calor solar?
Os Dissipadores de calor solar são dispositivos que evitam o sobreaquecimento do circuito solar.


As consequências do sobreaquecimento do sistema são em geral a descarga de fluido pela válvula de segurança, e no limite, a paragem de funcionamento posterior do sistema por falta do fluido que foi descarregado.
Os dissipadores de calor solar vão garantir que o calor acumulado pelo colector solar, e que não é necessário para a instalação solar é transferido para o ambiente.
Os dissipadores mais comuns são caixas de ventilação. São constituídas por um permutador ar-água onde circula o fluido solar, um ventilador que força a passagem do ar ambiente pelo permutador para “roubar” o calor ao fluido solar e um filtro do ar para proteger o permutador de poeiras que possam existir no ambiente.

A dissipação obriga a um gasto suplementar de energia. Quando houver a necessidade de dissipar calor, a bomba circuladora do fluido, e o ventilador do dissipador terão que estar a trabalhar. É um contra-senso que para ter um sistema solar em equilíbrio seja necessário gastar energia eléctrica.
Em que situações é necessário um dissipador?
Em sistemas domésticos de pequenas dimensões não é necessária a integração deste tipo de equipamentos.
A sua inclusão deve ser prevista em sistemas, que fruto das suas características, ou por inevitáveis paragens de consumo por períodos alargados, resultem em sistemas sobredimensionados no Verão. Um bom exemplo do referido são sistemas solares para Águas Quentes Sanitárias (AQS) e em simultâneo apoio ao aquecimento. No Verão não é necessária energia para o aquecimento e o sistema está sobredimensionado. Outro exemplo, que resulta da falta de utilização por períodos de tempo são as escolas. Os sistemas de AQS dos balneários preveem uma utilização que no pico do Verão é interrompida.
Uma das formas de verificação da necessidade do dissipador é a simulação por software de dimensionamento solar. Se o output destes permitir verificar que há um excesso na produção de energia relativamente às necessidades da instalação podemos concluir que é necessário instalar.
E quanto deve valer esse excesso para ser necessário? É que se a diferença for baixa, o controlador solar pode controlar o sistema de forma a evitar a colocação dos dissipadores. Sobre este tipo de controlo falaremos em artigo dedicado aos controladores.
Para a diferença ser significativa apontamos para ganhos superiores em 5% às necessidades.

Como se dimensiona um dissipador?
Para dimensionar os Dissipadores de calor solar é necessário saber qual a potência de calor que o colector solar consegue gerar.
Para o fazermos correctamente podemos recorrer aos quadros de eficiência de colectores, conforme figura abaixo.

A dissipação só é necessária para quando o colector está a tingir temperaturas na ordem dos 90ºC – 100ºC. O sistema solar tem obrigação de ser estável sempre que a temperatura estiver abaixo dos 140ºC. Esta estabilidade é resultado de um correcto dimensionamento do vaso de expansão solar. Normalmente para dissipação consideramos perto dos 100ºC para salvaguardar os componentes quando o fluido está a circular para dissipar (bomba circuladora, válvula de 3 vias, etc.
Vamos analisar um exemplo: O colector do gráfico de eficiência na figura acima. A curva é representativa de um colector com 79% de rendimento óptico, 3,5 W/m2K de factor de perdas de primeiro grau e 0,02 W/m2K2 de factor de perdas de segundo grau. São valores típicos de um bom colector solar plano. Consideremos uma temperatura do colector de 100ºC e que a temperatura ambiente é de 30ºC. O diferencial de temperatura calculado é de 70ºC. Para este ponto, o rendimento do colector é de 37%.

A radiação máxima no Verão é aproximadamente 1.000 W por cada metro quadrado. O gráfico acima é calculado para este valor de radiação.
Para estes valores calculamos que o sistema consiga gerar 370 W/m2 de colector. Habitualmente consideramos 400 W/m2 com segurança para qualquer colector solar térmico do mercado.
Resumindo, é com base nestes valores que devemos dimensionar um dissipador de calor:
o Temperatura do ar = 30ºC;
o Temperatura do fluido à entrada do dissipador = 90ºC;
o Temperatura do fluido à saída do dissipador = 70ºC;
Controlo de um dissipador de calor
Há várias formas de controlar o dissipador. Pode ser integrado no controlador do sistema solar, ou ter um controlo independente.
O controlo independente implica um termostato junto ao colector. Quando a temperatura medida no colector chegar aos 100ºC, será dado sinal para ligar uma bomba circuladora que alimente o dissipador e simultaneamente o ventilador do dissipador.
O controlo feito pelo controlador do sistema solar tem que seguir a lógica do mesmo. E no mercado existem muitas soluções com lógicas variadas.
A título de sugestão exemplificamos o funcionamento de uma:
Quando o controlador solar mede temperaturas no colector acima de 100ºC dá uma ordem à bomba circuladora principal do circuito solar e simultaneamente dá ordem por um segundo relé. Este sinal tem que acionar uma válvula de 3 vias que faz com que o fluido solar passe pelo dissipador. Simultaneamente acciona o ventilador do dissipador. É possível, para proteger o acumulador, instalar mais uma válvula de 3 vias que faça o bypass ao acumulador. Evitamos assim que o acumulador entre em sobreaquecimento.

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